Se o banco falir, eu recebo o dinheiro da poupança?

Publicado em 19 novembro, 2011 / Atualizado em 6 de agosto de 2012

Alguns investimentos são garantidos em caso de falência de instituições bancárias

 

A conta poupança, também chamada de Caderneta de Poupança, é um tipo de investimento financeiro bastante popular, escolhido principalmente por investidores com pouca experiência ou por aqueles que não dispõem de grandes somas de dinheiro a investir. Isso acontece porque as demais opções de investimento cobram taxas de administração, o poderia ocasionar a perda de toda a rentabilidade do investimento. Porém, em caso de alta inflação, você poderá ter prejuízos na poupança.

Uma dúvida que atinge muitas pessoas que tem dinheiro guardado na poupança diz respeito à segurança da aplicação. E a pergunta mais comum é: “se o banco falir, eu recebo o dinheiro que está na poupança?”. Nada mais justo do que ter essa dúvida, afinal de contas o dinheiro está nas mãos de outras pessoas, e você não sabe o que elas estão fazendo com ele.

Porquinho
Imagem ©: morgueFile.com

No entanto, a depender do valor que está depositado em sua conta poupança, você receberá todo o dinheiro de volta em caso de falência do banco. Essa garantia é dada pelo FGV (Fundo Garantidor de Crédito) e garante que poupadores, aplicadores e correntistas possam recuperar seus investimentos caso a instituição bancária que os mantêm venha a falir ou passar por dificuldades.

Atualmente, essa garantia é limitada a valores até R$ 70.000,00 (setenta mil reais) por instituição, independente do total investido ou da distribuição entre as diversas formas de aplicação disponíveis. Por exemplo: se você tem R$ 70.000,00 na poupança e R$ 70.000,00 em CDB, ambos no mesmo banco, em caso de liquidação ou falência da instituição você só será ressarcido até o limite, ou seja, você receberá de volta somente R$ 70.000,00. No entanto, se essas aplicações estiverem em bancos diferentes, você receberá 70 mil para cada um deles.

Os investimentos garantidos pelo FGC são:

– depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio;
– depósitos em contas-correntes de depósito para investimento;
– depósitos de poupança;
– depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado (CDB/RDB);
– depósitos mantidos em contas não movimentáveis por cheque destinadas ao registro e controle do fluxo de recursos referentes à prestação de serviços de pagamento de salários, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares;
– letras de câmbio;
– letras imobiliárias;
– letras hipotecárias;
– letras de crédito imobiliário.

Para mais informações, visite o site do FGC, que é www.fgc.org.br