Resumo: Os modelos de homem de Alberto Guerreiro Ramos

Publicado em 6 novembro, 2012 / Atualizado em 19 de fevereiro de 2013

Resumo sobre os modelos de homem descritos por Alberto Guerreiro Ramos

Os sistemas organizacionais do século XX foram influenciados por paradigmas produtivos que provocaram grandes mudanças não apenas à produção, mas, também, à sociedade como um todo. Mais especificamente, foram três os paradigmas que marcaram o processo produtivo do século XX.

O primeiro foi estabelecido por Henry Ford, sendo caracterizado por ser um sistema rígido e inflexível; o segundo foi desenhado pela Toyota, tendo como característica principal a flexibilidade e adequação às necessidades dos consumidores e da sociedade; o terceiro foi criado pela Volvo, e promovia a criatividade e a humanização do sistema produtivo.

O sistema estabelecido pela Ford visava uma organização produtiva extremamente dividida e com processos muito repetitivos, onde os operários atuavam como engrenagens, apenas peças que contribuíam para a composição de todo o sistema produtivo. Esta característica fez com que o modelo fordista necessitasse de um modelo de homem, descrito como “Homem Operacional”, cuja função era apenas operar as máquinas.

O padrão de produção criado pela Toyota foi característico por sua capacidade de mudança e adaptação ao novo cenário econômico-social. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, o Japão estava passando por um processo de reconstrução de sua economia, sociedade e sistema produtivo, que passou a ser direcionado para o setor automotivo.

Todo esse processo o que implicava em mudanças constantes de necessidades e possibilidades. Para sobreviver em meio a este cenário instável, a Toyota adotou um sistema produtivo mais flexível, que variava de acordo com a demanda do mercado. Para conseguir ser competitiva em um ambiente imprevisível, a Toyota buscou aperfeiçoar as técnicas criadas por Ford, pressionando seus funcionários a produzir mais barato, mais rápido e com qualidade superior.

[related_posts]

O tipo de homem requerido no modelo de produção da Toyota foi o “Homem Reativo”, que deveria ser capaz de atender às necessidades da produção de acordo com o que era exigida pelo cliente, visando não criar grandes estoques de componentes. Todo o processo era baseado nos pedidos que fossem feitos. O sistema da Volvo se diferenciava bastante dos utilizados pela Ford e pela Toyota, principalmente por não possuir uma forte segregação de tarefas.

No sistema Volvo as atividades produtivas dos funcionários não era tão repetitiva quanto nos da Ford e Toyota. O sistema produtivo era baseado em grupos onde cada um possuía habilidade para produzir todo um veículo. No sistema de produção da Volvo os funcionários não eram alienados em relação à produção, já que estes executavam tarefas diversas na construção dos veículos.

Para isso, os novos funcionários passavam por meses de treinamento, para que se tornassem capazes de executar qualquer procedimento na montagem dos veículos. “Homem Parentético” é o modelo de homem ideal para atuar no sistema Volvo. Cada padrão de produção, de acordo com seus métodos e necessidades, acabou por buscar e desenvolver tipos específicos de Homens para atuar em suas linhas produtivas.

Além disso, fatores externos ao ambiente produtivo também fizeram com que novas características e comportamentos integrassem não somente o rol de procedimentos de produção, mas, também, a própria personalidade dos funcionários.

Palavras-chave: Sistema produtivo. Ford. Toyota. Volvo. Modelos de homem.