Quando trocar o óleo do carro e qual tipo de óleo escolher

Publicado em 19 agosto, 2012 / Atualizado em 31 de outubro de 2014

Descubra quando trocar o óleo do motor do seu carro e qual tipo usar, mineral ou sintético e qual a viscosidade adequada

É comum ouvir muitos motoristas e donos de veículos reclamando que ter carro gasta muito dinheiro, que carro é uma família etc. A manutenção é um dos fatores principais que se deve ter mente antes de fazer a aquisição de um veículo. Isso porque, ao contrário do que muitos pensam, possuir um carro não significa apenas colocar combustível, pagar documentação e seguro. Muito menos fazer manutenções emergenciais.

Na verdade, o que faz muitos proprietários de veículos reclamarem da manutenção é o hábito de deixar para depois pequenos reparos que, com o tempo, acabam danificando outras peças e fazendo com que o valor gasto na manutenção seja mais alto do que poderia ser antes. A manutenção preventiva, como o próprio nome sugere, tem como objetivo evitar que transtornos maiores ocorram. E um tipo de manutenção preventiva que deve ser tratada com atenção é a troca de óleo.

A troca de óleo no tempo certo e utilizando o lubrificante adequado é de fundamental importância para manter o motor funcionando corretamente e evitar seu desgaste prematuro. Se isso não for seguido rigorosamente, existe o risco de o motor superaquecer, podendo até fundir, devido à deficiência na lubrificação.

Isso acontece porque o óleo quando está velho, oxidado, perde seu poder de lubrificação além de criar borras que entopem a passagem do óleo para as partes móveis do motor, principalmente eixo, pistão e bielas, com isso, o atrito entre essas peças e o bloco do motor ou bronzinas aumenta, causando desgaste prematuro ou até mesmo chegando a fundir ou derreter peças.

Além dos problemas já citados, rodar com óleo velho pode acarretar perda de potência, maior emissão de poluentes e podendo causar um aumento no consumo de combustível.

Mineral ou sintético

Litro de óleo lubrificanteO óleo mineral costuma ser mais barato e mais facilmente encontrado nas autopeças. Ele é produzido através do petróleo e costuma ter uma vida útil menor do que os lubrificantes sintéticos, principalmente por ser obtido através de um processo de fabricação mais simples.

O óleo sintético é produzido totalmente em laboratório, através de rigorosos testes para que seu desempenho seja superior ao do óleo mineral. Este tipo de lubrificante costuma ser indicado para motores mais potentes ou de alto desempenho, pois consegue manter seu poder de lubrificação estável em níveis severos de utilização e em altas rotações. Além disso, ele possui uma vida útil maior, devido a sua formulação e a presença de aditivos específicos.

Apesar de ser indicado para motores mais potentes, o óleo sintético também pode ser utilizado em motores 1.0, caso o proprietário acredite que haverá uma boa relação custo x benefício, já que, a depender do tipo e marca do óleo, seu preço pode ser o dobro ou o triplo do preço cobrado pelos óleos minerais.

Para não correr o risco de ter problemas devido a erros na hora de trocar o óleo do carro, confira algumas dicas importantes abaixo:

Manual do fabricante

Sempre consulte o manual do fabricante para conferir qual é a viscosidade do óleo recomendada para seu veículo. Usar óleo com viscosidade diferente da recomendada pelo fabricante pode resultar em perda de desempenho, desgaste excessivo das peças do motor, acumulação de borras nos dutos e no cárter e aumento do consumo.

Atualmente, as viscosidades mais utilizadas são: SAE 5W30, 5W40, 10W40, 15W40 e 20W50, todas elas referentes a lubrificantes multiviscosos. os lubrificantes monoviscosos são usados somente em carros bem antigos, como é o caso do óleo 40. Na verdade, até nos carros antigos é indicado o uso de um óleo multiviscoso, pois ele tende a diminuir o desgaste no motor sobretudo na partida, momento em que o motor não está completamente lubrificado, já que o óleo está depositado no carter.

Quilômetros rodados

Respeite a quilometragem recomendada para fazer a troca do óleo. De modo geral, o óleo mineral deve trocado com 5 mil quilômetros. Já o óleo sintético, deve trocado com quilometragem entre 10 e 15 mil quilômetros. Se você costuma pegar muito engarrafamento ou percorre sempre pequenos trajetos, reduza o tempo de troca do óleo em 20% ou 30%, pois nessas condições o lubrificante tende a sofrer mais oxidação, e consequentemente tem sua vida útil diminuída.

Prazo de troca

Além do prazo de quilometragem, existe também o prazo de tempo. Independente da quilometragem, o óleo do motor deve ser trocado entre seis meses e um ano, pois a oxidação ocorre não somente com a quilometragem rodada, mas também com o tempo em que o óleo está no motor. Para não se esquecer do prazo e da quilometragem, ao fazer a troca do óleo peça ao mecânico ou a autopeças um cartão de óleo, como é chamado aquela etiqueta para colar no para-brisa, onde anotamos a data e a quilometragem no momento da troca do óleo.

Filtro de óleo

Algumas pessoas têm o hábito de trocar o filtro de óleo somente após duas trocas de óleo. Essa uma prática não é recomendada e pode trazer prejuízos para o motor. O filtro antigo possui impurezas que irão contaminar o novo óleo que foi colocado no motor, diminuindo sua vida útil e seu desempenho. Se você quer manter a saúde do seu motor em dia, ao fazer uma troca de óleo sempre troque o filtro.

Seguindo essas dicas você estará estendendo a vida útil do motor do seu carro e garantindo seu desempenho ideal.