Pagamento mínimo do cartão de crédito pode ser perigoso

Publicado em 15 janeiro, 2013 / Atualizado em 19 de fevereiro de 2013

Taxa de juros do rotativo do cartão pode ser mais alta que do crédito pessoal

A ofertas de produtos e serviços que podem ser pagos com cartão de crédito parece ser o foco de muitas empresas, objetivando principalmente elevar a quantidade de vendas efetuadas. Na maioria das vezes, a oferta se dá por meio da possibilidade de pagar a compra em diversas vezes. Por incrível que pareça  existem lojas que dão mais ênfase ao valor da prestação do que ao valor total do produto.

Tudo isso para incentivar que o consumir compre por impulso, pensando “O valor da parcela é pequeno, nem vai fazer diferença”.

Apesar da facilidade de compra proporcionada pelo cartão de crédito, sobretudo em vendas parceladas, a falta de controle na sua utilização pode colocar o consumidor numa situação de descontrole, onde as parcelas das compras feitas no cartão ou nos cartões se somam e acabam superando a capacidade de pagamento mensal do consumidor. Essa situação pode levar o consumidor a fazer o pagamento mínimo do cartão. À primeira vista o pagamento mínimo pode parecer ser a solução para quando falta o dinheiro na data de vencimento da fatura, mas na realidade pode ser uma armadilha.

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O pagamento mínimo do cartão funciona como um abatimento no total da dívida. É como se o consumidor dissesse “Esse mês eu não tenho o dinheiro todo, vou te dar uma parte e mês que vem pago o resto”. Então a operadora do cartão diz “Tudo bem, pague o quanto puder ou o mínimo, mas vou te cobrar juros por isso”.

O grande problema é que os juros aplicados no rotativo o cartão são muito altos, podendo chegar 18% ou mais sobre o valor que vai cair no rotativo.

Por exemplo:

Numa fatura no valor de R$ 700, 00 será pago apenas R$ 150,00. A taxa de juros do rotativo desse cartão é de 15% ao mês, qual será o valor a ser pago no mês seguinte?

Cálculo:

Fatura = 700 – 150 = 550 + 15% = 632,50.

Como percebemos no cálculo acima, o restante que era de R$ 550,00 passou para R$ 632,50 em apenas um mês. Foram R$ 82,50 só de juros. mas não para por aí. Se você deixar a fatura vencer para depois pagar o valor mínimo, também serão adicionados multa e juros de mora, o que aumenta ainda mais o valor da fatura seguinte. Fora que novas compras podem ser feitas, transformando a dívida com o cartão numa verdadeira bola de neve.

Como solução, caso não seja possível pagar o valor total da fatura, é possível contratar um empréstimo pessoal junto ao banco. Isso porque a taxa de juros do empréstimo pessoal pode chegar a ser menos da metade da cobrada no rotativo. Ou seja, em vez de pagar a taxa de juros do rotativo, é mais vantagem pegar dinheiro emprestado e pagar o total da fatura. No entanto, o melhor mesmo é usar menos o cartão de crédito e controlar os gastos mensais.