Orçamento familiar é diferente de orçamento de solteiro

Publicado em 5 fevereiro, 2016

Administrar um orçamento familiar exige mais cautela e planejamento

Casar-se e constituir uma família é o sonho de muitas pessoas, e um destino quase que inevitável para muitas outras.

Quando se passa a ser o chefe ou a chefe de família, deve-se ter em mente que suas responsabilidades não dizem respeito apenas às suas próprias necessidades ou desejos.

Neste momento, antes de qualquer movimentação financeira é necessário analisar quais serão os impactos trazidos por ela no orçamento familiar, pois um movimento impensado pode resultar em dificuldades que poderão trazer transtornos para todos os membros da família, como contas atrasadas, juros, suspensão de serviços e pagamento de multas.

O cuidado deve ser redobrado quando se tem filhos. As crianças possuem necessidades que inevitavelmente mexem no orçamento. Plano de saúde, roupas, alimentação diferenciada, brinquedos, escola, fraldas etc. A presença de uma criança numa casa traz muitas alegrias, mas traz consigo muita responsabilidade e gastos também, estes muitas vezes inesperados.

Se antes, para comprar um celular novo bastava ter vontade, agora, sendo responsável por uma casa e família, essa compra deve planejada para não comprometer o orçamento ou descobrir a reserva para necessidades inesperadas.

Diante da complexidade e da dificuldade encontrada de ser responsável por um orçamento familiar, para evitar problemas ou apertos financeiros, alguns cuidados devem ser tomados.

Como cada indivíduo tem sua própria realidade, não existe um modelo perfeito de conduta ou de maneiras de se gerenciar um orçamento doméstico. Contudo, algumas linhas gerais devem ser observadas pois de maneira geral se aplicam de uma ou outra maneira na vida de qualquer família.

Principais diferenças entre o orçamento familiar e o orçamento de solteiro

A prioridade dos recursos é dos gastos fixos. Contas de água, luz, telefone, planos de saúde, seguro de automóvel, por exemplo, estão na frente na fila pelos recursos financeiros.

A reserva para imprevistos deve ter uma importância ainda maior. Se quando você era solteiro ou solteira e morava com os pais fazia uma reserva de dinheiro para momentos inesperados ou mesmo para usar como poupança, saiba que depois de casar e constituir família essa reserva se torna ainda mais necessária, ainda mais quando se tem filhos.

Se o dinheiro está curto, o lazer deve ser pensado de maneira ainda mais coletiva, ou seja, para agradar a todos os integrantes da família, e não apenas a você.

Nem sempre sua opinião é decisiva. No seu orçamento particular, ou melhor de solteiro, sua decisão era inquestionável, afina de contas, só você era responsável por tomá-la. No orçamento familiar, a opinião do seu cônjuge (marido ou esposa) deve ser considerada, independentemente de de apenas um trabalhar ou ambos.