Informações sobre o sistema de injeção eletrônica dos carros

Publicado em 21 outubro, 2012 / Atualizado em 7 de dezembro de 2012

O sistema de injeção eletrônica substituiu os carburadores, usados nos carros até meados da década de 90

Atualmente todo carro fabricado no Brasil é equipado com o sistema de injeção eletrônica, substituto do antigo carburador, que utilizava um sistema eletromecânico para alimentar e controlar o motor do veículo, mas especificamente a queima de combustível.

Geralmente a maioria dos carros é aspirada, ou seja, a entrada de ar na câmara de combustão se dá apenas por meio das válvulas de admissão. Contudo, carros de competição e preparados possuem turbina para aumentar a compressão interna do motor e tornar mais eficiente a queima de combustível, tornando o sistema de alimentação mais robusto.

Os carburadores deixaram de equipar os veículos brasileiros por volta do ano de 1995. Inicialmente alguns veículos saíram equipados com sistema de injeção monoponto (apenas um bico de injeção), no entanto, a partir de 1997 todos os carros passaram a utilizar o sistema multiponto (4 bicos de injeção). O sistema monoponto é comumente chamado de “semi-injeção”. Contudo, não existe um sistem desse tipo, ou ele é eletrônico (injeção eletrônico) ou mecânico (carburador).

O que é injeção eletrônica?

É um sistema de alimentação que utiliza componentes eletrônicos e eletromecânicos para medir, controlar e atuar na queima de combustível e no funcionamento do motor dos veículos. Ele é composto por diversas peças, sendo o principal deles a central eletrônica, também chamada somente de “central”. Ela pode ser chamada de “o cérebro” do carro, pois todas as informações enviadas pelos sensores passam por ela e é ela quem “decide” o que os atuadores farão. É ela quem comanda os bicos ou válvulas injetoras, que são responsáveis por injetar o combustível dentro do motor.

Qual a função da injeção eletrônica?

A principal função do sistema de injeção eletrônica é a de proporcionar a melhor queima de combustível possível, ou seja, fazer com que a mistura ar e combustível seja a melhor possível, mas próxima do ideal possível. Através dos diversos sensores instalados nos veículos, a central eletrônica decide qual a quantidade de combustível ideal a ser injetada.

Com funciona o sistema de injeção eletrônica?

Motor de carro
A injeção eletrônica possibilita mais economia e desempenho nos carros.
(Imagem: morgueFile.com)

Como já vimos, a central eletrônica funciona como o cérebro do sistema de injeção eletrônica, ela recebe todas as informações sobre o carro e decide qual a melhor decisão a ser tomada.

Essas informações são enviadas pelos diversos sensores que fazem do sistema, dentre eles podemos citar: sensor de posição da borboleta, sensor de nível, sensor de temperatura, sensor de fluxo de ar, sensor de pressão absoluta, sensor de temperatura do ar e o sensor de oxigênio (sonda lambda).

Através das informações que esses sensores coletam e enviam, a central faz os cálculos e envia os comandos necessários para os atuadores, que são peças que atuam diretamente no funcionamento do motor. Dentre os atuadores podemos citar: atuador de marcha lenta (motor de passo), bobinas de ignição, bicos injetores, bomba de combustível.

Com o sistema de injeção eletrônica, os carros passaram a consumir menos combustível e ter um desempenho superior, haja vista que qualquer alteração em um dos processos que integram o funcionamento do motor será imediatamente informada a central que irá decidir qual a melhor decisão a ser tomada. Além disso, o sistema de injeção eletrônica é um aliado do controle de emissão de gases poluentes, pois possui sensores que detectam e emitem informações que são utilizadas pela central para que essas emissões diminuam.

O controle da emissão de poluentes se dá, diretamente, pelo catalizador, uma peça instalada no tubo de escapamento que tem como objetivo transformar gases tóxicos em gases inofensivos ao meio ambiente. O monitoramento da quantidade de oxigênio que saia pelo escapamento dos veículos é feito pelo sensor de oxigênio (sonda lambda).