Hormônio cortisol dificulta ganho de massa muscular

Publicado em 11 julho, 2012 / Atualizado em 12 de julho de 2012

O cortisol é necessário ao organismo, mas causa o catabolismo e pode prejudicar seu treino para ganho de massa muscular

Quem está treinando com o objetivo de ganhar peso e massa muscular já deve saber o quão importante é ter uma dieta saudável e balanceada aliada a um treino adequado. Esses são os principais fatores que implicam sucesso em seu dia-a-dia de treino. No entanto, há outros cuidados a serem tomados, sobretudo com o cortisol.

O cortisol é um hormônio corticosteróide produzido pela glândula supra-real, e está relacionado a diversas alterações que ocorrem no organismo. Este hormônio está envolvido em diversos processos do metabolismo humano. Sua ação, em alguns momentos pode ser vista como negativa, porém, ao mesmo tempo, é indispensável para que outra extremamente importante aconteça.

Causa muito receio entre os praticantes de musculação a característica catabólica do cortisol. Isso mesmo, o cortisol tem ação catabólica no organismo, ou seja, ele degrada (quebra) os tecidos musculares, e faz com que os músculos diminuam de tamanho. A grande questão é que não podemos nos livrar do cortisol, pois, além de não ser possível, faria com que diversos problemas de saúde surgissem.

O cortisol tem ação antiinflamatória; aumenta a capacidade de contração dos músculos, inclusive do cardíaco; regula o funcionamento do sistema imunológico; facilita o trabalho de filtragem do sangue nos rins, dentre outros benefícios. No entanto, o aumento do cortisol pode trazer diversos problemas, como o catabolismo, aumento da pressão arterial, aumento da glicemia, baixa imunidade, falta de memória, acúmulo de gordura, dentre outros.

Esse hormônio é conhecido como o hormônio do estresse, pois sua produção é aumentada quando nos encontramos em situações de estresse, seja ele físico ou mental (depressão, dor, medo, estresse mental e físico, esgotamento físico, febre, infecções, cirurgias etc.). Vendo por outro lado, o cortisol pode ser visto como o hormônio da sobrevivência, pois quando estamos numa situação física ou mental muito degradante, ele aumenta os batimentos cardíacos, aumenta a insulina e a disponibilidade de energia, é como se estivesse nos preparando para enfrentar uma guerra.

Como vimos, o cortisol pode ser vilão e mocinho ao mesmo tempo. Contudo, para quem faz musculação, é importante manter os níveis de cortisol baixos, para evitar a perda de massa muscular. Algumas medidas podem ser adotadas para evitar sua produção excessiva. Vejamos algumas:

  • Evite o estresse emocional. Encontre uma maneira de melhor lidar com seus sentimentos, sobretudo aqueles que possam deixá-lo nervoso ou estressado.
  • Evite o estresse físico. Não treine até a exaustão. É bom não confundir treino até falhar com exaustão. Normalmente exaustão está relacionada a todo o corpo, é quando a atividade física é tão onerosa que todo o corpo começa entrar em colapso. Se você treina muito pesado, chegando à falha, treino um grupo muscular por dia, a fim de evitar a exaustão física.
  • Carboidratos. Consuma carboidratos complexos antes do treino, e carboidratos simples após o treino.
  • Durma bem. É importante dormir bem para manter o corpo funcionando adequadamente, sem transtornos.
  • Glutamina e vitamina C. Em conjunto essas duas substâncias diminuem os efeitos do catabolismo casado pelo cortisol.

Seguindo essas dicas, você manterá o cortisol nos níveis necessários, que são úteis ao organismo.

Bons treinos!