Diferenças entre o Fordismo e o Toyotismo

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Conheça características dos modelos de produção Fordista e Toyotista

O sistema de produção fordista caracteriza-se principalmente pela mecanização do trabalho humano, tornando o trabalhador numa espécie de peça, engrenagem que tem seu papel definido no processo produtivo. Esse é realmente a característica principal deste modo de produção introduzido por Ford em suas fábricas de automóveis. Nelas, não havia necessidade de o trabalhador ter uma idéia geral do que está sendo produzido, ele deveria executar estritamente aquela tarefa, e no ritmo determinado pela máquina, pois a esteira da linha de produção não podia ficar esperando o tempo que o trabalhador pudesse atender à sua requisição, mas ao contrário, o trabalhador é que deveria atender à sua requisição.

Os trabalhadores não eram ouvidos pela gerência. Seu papel não pensar ou questionar nenhuma das ordens, deviam apenas fazer o que deveria ser feito e no tempo determinado.

 No processo de fabricação de outros componentes, fora da linha de montagem, eram empregadas as idéias do Taylorismo, que pregavam o não desperdício do tempo como sendo a principal maneira de melhorar o processo produtivo. Desta forma, o fordismo pregou a máxima produção no mínimo de tempo possível. Além do rígido e repetitivo processo produtivo, a ausência de diversidade de produtos marcou o fordismo. Como prova disso, temos a produção de um único modelo de automóvel, o Ford T, e que foi produzida também em uma única cor, a preta.

Fordismo e o Toyotismo

Linha de produção montando o Ford T

A cor preta foi aplicada em todos os Ford T. Isso aconteceu principalmente pelo baixo preço das tintas desta cor, e pela rapidez com que ela secava. Podemos perceber que até nesse ponto o mecanismo de produção em massa imperou, pois fabricando um único modelo e sempre da mesma cor, seria possível produzir muito mais, também diminuir os custos desta produção. No fordismo, a prioridade era a produção, a maior quantidade possível de produtos produzidos, deixando de lado a preocupação com a qualidade.

Em termos práticos, podemos dizer que o fordismo tinha a visão voltada para dentro da empresa, com objetivos direcionados ás questões financeiras internas, enquanto o toyotismo tem a visão direcionada para a demanda do mercado, ou seja, no toyotismo as oportunidades de aumento de lucro eram encontradas a partir do estudo da demanda, das necessidades do mercado. Já o fordismo acreditava que o importante era produzir cada vez mais, sem levar em consideração as variações na demanda.

Contudo, o sistema de produção Fordista só teve êxito, pelo menos inicialmente, devido a inexistência de concorrentes, estabilidade da economia e pouca diversidade de demanda, ou seja, não havia grande demanda para outros modelos de veículos.

A partir da década de 70 o modelo de produção Fordista começa a entrar em crise. Nova realidade econômica, novas tendências de demanda, inovação tecnológica e o surgimento de concorrentes fizeram esse modelo de produção mostrar-se inadequado e pouco eficaz naquele momento.

Neste cenário surge como novo e mais adequado modelo de produção, o toyotismo, um sistema produtivo que visava a qualidade total em todos as etapas do processo produtivo. Nele, a produção era flexível, e variava de acordo com a demanda. Ao contrário da Ford, que produzia em grandes quantidades e formava grandes estoques, a Toyota produzia o que era demandado no momento, evitando o desperdício e o risco de ter produtos estocados afetados pela queda da demanda ou obsolescência tecnológica.

Com a crise do petróleo, que se iniciou em 1973, a economia americana sofreu forte abalo, e o dólar teve uma grande desvalorização. Isso resultou na demissão de muitos trabalhadores, e com a desaceleração do crescimento econômico e do consumo, o modelo de produção toyotista mostrava-se mais preparado para atuar neste ambiente.

No toyotismo os empregados eram especializados em diversas tarefas, tinham um conhecimento mais amplo sobre o processo de produção e tinham mais participação nas decisões que eram tomadas pelos superiores. Fora isso, os trabalhadores são divididos em grupos, e cada grupo é responsável por determinada tarefa. Como a forma de remuneração no toyotismo é diferente do fordismo, remunerando conforme a produtividade, enquanto naquele era feita de maneira uniforme, os próprios trabalhadores atuam como fiscais uns dos outros, objetivando a maior produção e conseqüentemente melhor remuneração.

Ao contrário do que pregava o Ffordismo, o toyotismo não dava ênfase à produção em massa, mas sim ao controle da qualidade e diminuição de desperdício tanto de custo quanto de matéria-prima. No modelo de produção toyotista é comum a terceirização de mão-de-obra. Por esse motivo acabou entrando em decadência, pois quem dita as regras é o mercado, as empresas é que tem que se adaptarem, e não o contrário.



Comentário
  1. Jessica

    eu gostei muito do texto, as informações estão claras e é ótimo para fazer pesquisa escolar, porém não tem autor o que impede o uso para material escolar. podem pensar que o texto foi tirado de outro site se não tiver autor, e que estão com medo de colocar o autor por ser copiado. Então eu gostaria muito de saber quem é o autor e na minha opinião outras pessoas também podem querer saber por isso meu pedido é que disponibilizem aqui no site o autor!!! obrigada!!!

  2. Gigaconteúdo

    Olá, Jessica.

    Aqui quem fala é Edson Silva, sou o editor chefe aqui do Gigaconteudo, e este texto foi escrito por mim. Na verdade, tudo que tem aqui no site foi escrito por mim, não há absolutamente nada copiado de outro lugar.

    Ficou feliz que tenha gostado do texto. Com relação ao fato de referenciar o autor, vou providenciar isso para todos os textos.

    Abraço e seja sempre bem-vinda.

  3. Sirlei

    Gostei muito do texto,estou utilizando para pesquisa escolar,ele é muito claro e me deu as respostas que eu precisava.Obrigada.

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