Diferença entre juros simples e juros compostos, como calcular

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Aprenda a calcular juros simples e compostos

Praticamente todo mundo já ouviu falar em juros, no entanto, muitas pessoas não sabem como eles funcionam, como são aplicados a um determinado valor (montante). O mais curioso é que existem pessoas que já pagaram ou ainda pagam juros, seja em financiamento, empréstimos etc., mas não tem ideia do que eles são e como agem em suas dívidas.

Existem diversas definições para juros. Para um melhor entendimento, vamos definir juros como sendo: lucro ou remuneração obtida através da aplicação de uma taxa de juros sobre um valor inicialmente investido. Por exemplo, quando colocamos um dinheiro na poupança, e após trinta dias o valor disponível é maior, concluímos que o valor sofreu um acréscimo devido a aplicação de uma taxa de juros.

Existem dois tipos de juros, os juros simples e os juros compostos. Apesar de serem semelhantes, pois ambos são aplicados mediante uma taxa de juros, veremos que geram valores completamente diferentes, e que devem ser usados com cautela, para que nem o credor nem o devedor sejam prejudicados.

Juros simples

Os juros simples são calculados apenas sobre o valor inicial. Ou seja, os valores obtidos com a aplicação dos juros não são incorporados ao capital inicial, para um novo cálculo.

Fórmula para juros simples: VF= VP.(1+i.n)

Onde:

VF = valor futuro

VP = valor presente

i = taxa de juros

n = tempo ou período

 

Exemplo:

João fez um empréstimo (a juros simples) de R$ 1.600,00 a uma taxa de 1,5% (0,015) ao mês e irá quitar a dívida em 6 meses. Qual será o montante da dívida de João?

VF = VP.(1+i.n)

VF = 1600.(1+0,015.6)

VF = 1600.1,09

VF = 1744

Resposta:

O montante da dívida de joão será de R$ 1.744,00.

Leia mais:

Juros compostos

Os juros compostos se diferenciam dos juros simples pelo fato de incorporar o juro calculado anteriormente ao montante, e em seguida aplicar novamente o juro. É o chamado “juros sobre juros”.

Fórmula para juros compostos: VF= VP.(1+i)^n

Onde:

VF = valor futuro

VP = valor presente

i = taxa de juros

n = tempo ou período

 

Exemplo:

Vamos supor que o João agora vai fazer um novo empréstimo, só que a financeira agora trabalha somente com juros compostos. João vai pegar emprestado o mesmo valor do último empréstimo, e com o mesmo prazo para pagamento e taxa. Desta vez quanto será o montante da dívida de João?

VF= VP.(1+i)^n

VF = 1600.(1+0,015)^6

VF = 1600. 1,09344

VF = 1749,50

Resposta:

O montante da dívida de João agora é de R$ 1.749,50.

 

Como já era esperado, o montante calculado com juros compostos foi maior do que o calculado com juros simples. No nosso exemplo, o cálcullo com juros compostos resultou num montante R$ 5,50 maior do que com o simples.

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