Administração de Recursos Humanos e o filme O Diabo Veste Prada

Publicado em 19 novembro, 2011 / Atualizado em 19 de fevereiro de 2013

Resumo comentando aspectos relacionados à Administração de Recursos Humanos no filme O Diabo Veste Prada

No filme, a personagem recém formada em jornalismo, Andréa Sachs, busca seu primeiro emprego após sua graduação. Após chegar a Nova York, Andréa cadastra seu currículo em diversas empresas especializadas em recrutamento de pessoal, e acaba sendo convidada para a entrevista na Runway, famosa revista de moda comandada pela editora-chefe Miranda Priestly.

A entrevista é feita pela própria editora-chefe da revista, que objetiva não apenas pessoas com o currículo adequado, mas, também, com um perfil pessoal que se adéqüe às necessidades da empresa. Neste momento, podemos perceber que o recrutamento foi feito através do intermédio de agências de emprego, e que a seleção foi feita através de entrevista pessoal.

Depois da contratação, Andréa assume o cargo de segunda assistente, e passa a ser subordinada, também, da funcionária que ocupa o cargo de assistente principal.

Neste momento, é possível perceber que não há nenhuma política de socialização na empresa, Andréa passa a conhecer seus colegas de trabalho exercendo as atividades que lhe foram atribuídas, através da observação de seus comportamentos. O mesmo vale para a relação com a editora-chefe, cujo comportamento arbitrário dificulta que o funcionário tenha uma visão clara do seu papel dentro da organização, pois a cada momento uma nova tarefa é imposta, muitas vezes sendo completamente diferente de outras anteriormente executadas.

O mesmo ocorre quando analisamos a questão do treinamento. Após ser contratada, a personagem não passa por qualquer tipo de treinamento, tendo que aprender a executar suas tarefas e assumir suas responsabilidades no dia-a-dia, durante sua jornada de trabalho.

Neste sentido, percebe-se que não há um desenho de cargo bem definido, haja vista que muitas tarefas são exigidas com base apenas nas vontades da editora-chefe, sem obedecer a um cronograma ou roteiro específico. O mesmo ocorre com a análise de cargos, que aparentemente não é feita, ou pelo menos não foi feita claramente durante a entrevista. A principal prova disso é que após a contratação, a personagem teve muitas dificuldades para se adequar ao cargo. Isso demonstra que a contratação teve como base características pessoais e mais subjetivas da personagem, sem levar em consideração traços profissionais específicos, determinantes para o bom desempenho das atividades organizacionais.

Mesmo utilizando-se de uma visão menos apurada sobre aspectos relacionados à Administração de Recursos Humanos, podemos chegar a conclusão de que a empresa não apresenta estrutura adequada para a gestão de recursos humanos.